A rivalidade entre as tenistas taiwanesas Hsieh Su-wei e Chan Hao-ching voltou a ganhar capítulo neste sábado nos Jogos Asiáticos, depois que Chan criticou publicamente Hsieh por um aperto de mão recusado ao fim da final de duplas femininas em Nagoya. O episódio reabriu uma disputa que já havia gerado tensão entre as duas atletas meses antes, em pleno US Open.
A decisão pelo ouro no Higashiyama Park Tennis Center terminou com Hsieh Su-wei e Liang En-shuo superando Chan Hao-ching e Wu Fang-hsien por 6-4, 4-6 e 10-5 no match tiebreak, em um confronto totalmente taiwanês que misturou tênis de alto nível com um clima pesado fora de quadra. Enquanto o duelo esportivo prendia a atenção dos presentes, muitos espectadores acompanhavam também, à distância, outras formas de entretenimento digital, como os populares slots de jackpot progressivo, reflexo de como o público diversifica o consumo de conteúdo mesmo durante grandes eventos esportivos. slots de jackpot progressivo
O atrito entre as duas remonta a um tenso confronto de duplas no US Open, quando Jelena Ostapenko, parceira de Hsieh, reagiu de forma efusiva em direção ao camarote de Chan após a vitória, irritando a equipe da taiwanesa. Desde então, as duas trocaram farpas nas redes sociais, mantendo o assunto em evidência mesmo antes do reencontro direto em quadra nos Jogos Asiáticos.
Chan explica o gesto e cobra postura do técnico
Após a derrota em Nagoya, Chan Hao-ching, de 33 anos, afirmou que já havia decidido deixar o episódio do US Open no passado antes da partida deste sábado. "No US Open, eu não apertei a mão dela, porque em ocasiões anteriores eu não recebi nenhuma resposta e senti que não havia sentido em colocar meu rosto amigável diante de uma reação fria", disse a tenista, bicampeã olímpica de duplas na Ásia, lembrando o ouro conquistado nos Jogos de Hangzhou, há três anos.
Chan relatou ainda que pretendia estender a mão a Hsieh ao final do jogo deste sábado, por entender que a partida representava algo maior do que a rivalidade pessoal entre elas, já que ambas jogavam por Taiwan. "Antes da partida, decidi que estenderia minha mão depois do jogo. Mas mesmo assim não consegui apertar a mão dela", afirmou. A taiwanesa também disse ter ficado incomodada quando o técnico-chefe da seleção taiwanesa de tênis aplaudiu Hsieh durante o tiebreak decisivo, episódio que, segundo ela, intensificou sua frustração no momento mais tenso da partida.
Hsieh minimiza o episódio e cobra respeito
Hsieh Su-wei, de 40 anos e nove vezes campeã de Grand Slam em duplas, tratou o caso com mais distanciamento. Para ela, a questão vai além do simples protocolo pós-jogo. "É importante respeitar os adversários em quadra", disse a veterana. "Se minha adversária não me respeita, o que há para dizer? Eu não sentiria vontade de apertar a mão dela, é isso."
O episódio evidencia como rivalidades internas, mesmo entre compatriotas, podem se tornar tão intensas quanto disputas internacionais, especialmente em competições de forte apelo nacional como os Jogos Asiáticos. Para o tênis de Taiwan, que tem em Hsieh e Chan duas de suas principais representantes das últimas duas décadas, o desafio agora é equilibrar talento individual e convivência dentro de uma mesma equipe, algo que deve continuar sendo acompanhado de perto pela federação local.