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Fluminense sonha com virada na Libertadores após gol salvador

O Fluminense perdeu por 2 a 1 para o Palmeiras, no Maracanã, nesta quarta-feira, pela ida da semifinal da Conmebol Libertadores, mas o gol de Wesley Natã, jovem da base, nos minutos finais, manteve viva a esperança de uma classificação à decisão continental. Agora, o time comandado por Renato Gaúcho terá pela frente uma missão complexa: buscar a virada em São Paulo, na próxima quarta-feira, diante de um adversário conhecido por sua solidez defensiva.

Domínio sem eficácia

O Flu fez por merecer um resultado melhor na ida. Com 64% de posse de bola e 11 finalizações, contra sete do Palmeiras, o time carioca envolveu o rival, principalmente na etapa inicial, quando a inclusão de Savarino entre os titulares tinha como objetivo justamente dar mais criatividade ao setor ofensivo. A ideia, no entanto, esbarrou na organização defensiva alviverde: o Palmeiras se fechou em bloco médio, multiplicou marcadores na intermediária e dificultou qualquer tentativa de passe decisivo. Hulk, principal referência de área, não conseguiu se impor diante da dupla de zaga palmeirense e desperdiçou bolas importantes ao longo da partida.

Contra-ataques decidiram a etapa inicial

Apesar do controle territorial, o Fluminense pagou caro pela falta de objetividade. O primeiro gol do Palmeiras saiu justamente na única finalização clara que o time paulista havia criado até então, em um contra-ataque letal que expôs a fragilidade do Flu em transições defensivas. O roteiro se repetiu no segundo tempo: muita posse, pouca agressividade e um Palmeiras competente em aproveitar os espaços deixados pelo adversário. O segundo gol alviverde ampliou a desvantagem e quase resultou em um terceiro, que selaria de vez a vantagem antes da viagem a São Paulo.

A aposta de Marcão e o gol que mudou o clima

Na reta final, o técnico Marcão recorreu a uma alternativa pouco convencional: lançou Wesley Natã, do sub-20, para o duelo direto com a defesa palmeirense. A escolha surpreendeu, mas funcionou. O jovem atacante aproveitou a exposição da defesa alta do Palmeiras e marcou de cabeça, um fundamento que o Fluminense vinha historicamente sofrendo para explorar. O gol não mudou o resultado da partida, mas devolveu ao torcedor tricolor a sensação de que a eliminatória segue em aberto.

O desafio da virada em São Paulo

Para avançar à final da Libertadores, o Fluminense precisará vencer o Palmeiras por dois gols de diferença ou por um gol com margem que garanta a vaga nos critérios de desempate, cenário que exige uma postura mais incisiva do que a apresentada no Maracanã. Repetir o excesso de posse de bola sem verticalidade dificilmente será suficiente diante de uma equipe palmeirense que sabe administrar vantagens fora de casa. O próprio departamento técnico tricolor já sinalizou a necessidade de ajustes: reconhecer as falhas do primeiro confronto é o ponto de partida para tentar surpreender o Palmeiras em seu território na próxima quarta-feira, em busca de uma vaga na decisão do bicampeonato continental.